segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sinestesia insensata


Os gritos mudos
suplicam socorro urgente
a ouvidos opcionalmente surdos,
gerando, a olhos nus, um som latente.

O cheiro da fobia
minunciosamente camuflada,
mascarada, pelo tato da alegria,
abonança limitada.

A fatia que ninguém viu,
o grito que ninguém ouviu
do ser, que sem o direito de ser,
não sentiu.
                     Aline M. Gonçalves

2 comentários:

  1. Um poema de segunda-feira. Os sentimentos românticos cederam espaço a crítica social. Espero que gostem deste desvio ou bifurcação que me trouxe ao novo tema.
    beijos na alma de todos!

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